Analisando o vídeo “A era da memória digital” não tem como
não ficamos apreensivos, preocupados ou “assustados” como os nossos dados pessoais
podem ser usados (nossa privacidade invadida), comercializados e ainda mais,
não temos garantia de segurança e controle sobre eles. Os dados digitais não se
armazenam no nada “nas nuvens”, é preciso de uma base (Data Center) um local
nada virtual e sim bem concreto. Imaginar que as nossas memórias histórica (memória
do mundo) estão a mercê dessa tecnologia digital, que ao meu ver são
necessárias nos dias de hoje, não tem como retrocedermos, a geração da era
digital é um fato, smarthphones, tablets, ipods, games digital, dentre outros, constantemente
aparecem novos aplicativos para alimentar os desejos de seus usuários.
Não quero parecer saudosista gosto muito de bibliotecas de
estar com livros, respirar num ambiente de leitura, mas sinto que esse atual
formato de templo do conhecimento tende a desaparecer. A internet nos mostra isso, tudo está num
click no Google desde algo útil ou fútil, para quê tantas informações?
Veio-me na mente a imagem de uma pessoa entrando em uma
biblioteca e pegasse uns quinhentos livros para pesquisa ou entretenimento e
lesse apenas dez, temos muitas facilidades, mas será que são tão uteis assim?
O próprio celular, olha que o meu não é tão moderno assim,
depois de seu surgimento e uso acessível em massa, eu que memorizava algumas
dezenas de números em outras épocas não tão distante, hoje da para contar em
uma mão os números que me vem na cabeça e olha lá.
Outra questão que me persegue é o ambiental, imaginem só
quanta energia é consumida para a produção e armazenamento desses dados. Vemos muita
tecnologia num simples click, muita dependência desta tecnologia, também me assombra
as ideias, se por uma infelicidade de um “controlador de dados” clicar
erroneamente e todos esses dados sumirem, simplesmente com um click desaparecerem do sistema é uma possibilidade
que não pode ser descartada.
Voltando ao assunto principal nossas memórias são “uns e
zeros” códigos binários, somos globalizados a rede está conectada. Os usuários sejam crianças, jovens e adultos estão conectados
com essas novas mídias de informação, mas sinto que cada vez mais estão
desconectados com a relação humana, vivendo num universo paralelo, penso que tal
conflito social é um desafio para o Educador Social propiciar um meio termo,
uma convivência harmônica entre o virtual
e o real.